Fale Conosco!

Valdir Geraldo Farias, 67 anos - Contador

Minha deficiência auditiva no ouvido esquerdo data dos meus 8 anos aproximadamente, tímpano perfurado e foi se agravando com o tempo, porém, não percebia a dificuldade auditiva, pois, o ouvido estava perfeito. Pouco escutava do esquerdo que era compensado com o direito, perfeito.
Há aproximadamente quatro anos, não sei como e nem o porquê, senti que a audição do ouvido direito não estava mais “perfeito”, mas, muito deficiente, não tanto quanto o esquerdo, mas a dificuldade se acentuou muito. Consultei o especialista e ele então me comunica que o ouvido direito também está com o tímpano perfurado, além de uma otite crônica.

O que faço perguntei para o profissional, disse-me, na sua idade (63 anos à época), não vale a pena uma cirurgia, talvez um aparelho auditivo venha a ajudar.

Pensei sobre o assunto, pesquisei e decidi vou experimentar o uso do aparelho. Adquiri o primeiro aparelho, usava mais de quinze horas diárias, porém, ele não atendeu as minhas expectativas, queria ouvir melhor, estava ouvindo muito baixo, não resolvia aumentar o volume. Nesse meio tempo, inscrevi-me no SUS, fila de espera, mas dentro de uns 8 meses obtive um novo aparelho. Diferente do anterior o som permitia que eu ouvisse de forma bem melhor.
O que eu percebi é que o aparelho não é um novo ouvido e sim um equipamento que auxilia a ouvir o que a deficiência não permite. O som é tal, qual o som de um aparelho sonoro (rádio), distorce um pouco a qualidade e aumenta o volume dos sons exteriores, estranhei um pouco no início, mas conseguia ouvir bem melhor, ou melhor muito melhor.
Nessa nova fase, inicialmente a dificuldade era o meu duelo com o volume era muito baixo, ora o aparelho conseguia equacionar um aparelho com o outro, ora o volume era muito baixo, ora emitia um ruído interno que não me permitia entender o que estava ouvindo e assim conseguia ouvir.
Procurei então, nova alternativa, afinal a tecnologia, o conhecimento e a vontade de adequar o aparelho as minhas necessidades deveriam existir.
A busca fez com que encontrasse a fonoaudióloga Alessandra, que se propôs a ajudar-me nas minhas batalhas com telefone fixo e com os sons indesejáveis. Com os equipamentos corretos e muita perseverança, adaptando as configurações às minhas necessidades, acreditar que a solução existia e era possível alcança-la.
Agora de acordo com o ambiente, posso fazer com que o aparelho se adapte à situação, permitindo que ouça o que é do meu interesse e necessidade.